>Reunião de Conjuntura 13.08

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O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”,  divulgado terça-feira dia 10/08 pelo Ministério da Fazenda, serviu como motivação para a Reunião de Conjuntura do dia 13/08. O relatório, que tem por objetivo “apresentar as principais variáveis macroeconômicas resultantes da condução da política econômica”, discute questões nas áreas de atividade econômica e inflação, juros e crédito, mercado de consumo, panorama internacional e política fiscal.
A expectativa de crescimento do PIB é de 6,5% esse ano, seguido por 5,7% até 2014, ritmo mantido em grande parte pelos investimentos públicos e privados e consumo das famílias. O PIB per capita mantém a trajetória de crescimento retomada a partir de 2006, devendo alcançar R$17,3 mil em 2010. A inflação, medida pelo IPCA, apresenta desaceleração no mês de junho, o que levou os especialistas a reduzirem a previsão de inflação (IPCA) para 5,2% esse ano, patamar superior à meta estabelecida de 4,5%.
Em relação a junho de 2009, a oferta total de crédito da economia cresceu 19,7%, com expectativa de alcançar quantia equivalente a 45,7% do PIB ainda em 2010. O papel das Instituições financeiras públicas é de grande importância para essa expansão do crédito, em especial através de crédito imobiliário e da atuação do BNDES. As taxas de juros bancárias tanto para pessoas físicas (41,1% a.a.) quanto jurídicas (26,3% a.a.) são as mais baixas da série histórica dos dados.
Os dados sobre as condições sócio-econômicas da população são, em geral, bastante entusiasmantes: espera-se que a classe média (Classe C) represente até 2014 56% da população brasileira, com expectativas de que 103 milhões de brasileiros situem-se na parte central da pirâmide de renda ainda esse ano; Observa-se contínua redução da concentração de renda. Estima-se que a participação das classes C e D (famílias com renda mensal entre 768 e 4808 reais) passe dos 36%, em 2002, para 59% do total da massa de renda em 2010.     
A apresentação dos dados relativos à política fiscal e as contas nacionais, em especial a Conta de Transações Correntes, suscitou uma interessante discussão no grupo a respeito da consistência entre visão e expectativas do governo e dados apresentados. Uma das questões levantadas indagava a validade da afirmação de que “o déficit de transações [correntes] é passageiro e não compromete o crescimento”, quando contrastados os 5 anos de saldo positivo (2003-2006) ilhados em meio a um período deficitário anterior (1996-2002) e o período atual, também com saldo negativo, com tendência de aumento do déficit, o qual espera-se que seja equivalente a 2,6% do PIB (-U$56 bi) em 2010.
Embora diversas críticas estejam sendo dirigidas ao relatório, em particular por seu viés governista, sua leitura é bastante esclarecedora por possibilitar a ponderação, através da análise de diversos dados e datas, da eficácia (ou falta da mesma) dos principais planos e projetos econômicos de autoria do governo, assim como os resultados da economia brasileira de forma relativamente ampla.  


Clique para fazer download da Apresentação


Clique para fazer download do relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”

Por Yuri Lopes e Giovana Craveiro
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