>Reunião de Periódico 22.11

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NaReunião de Periódico desta segunda-feira (22.11), trouxe um tema deenorme relevância, sobretudo nacional, as favelas do Rio de Janeiro.Sob a perspectiva da antropóloga americana Janice E. Perlman, em seuartigo “The Metamorphosis ofMarginality: Four generations in the Favelas of Rio de Janeiro”,foram analisadas as mudanças ocorridas nas favelas do Rio de Janeirodurante quatro gerações, de 1968-69 até 2001. Em sua primeiraamostra, foram entrevistados 750 habitantes das favelas, sendo que em2001 41% deles foram encontrados (sejam os próprios entrevistados ouseus familiares) e novas pesquisas foram feitas.
Atécerto ponto surpreendentes, as descobertas da Dr. Perlman põem emxeque a atual condição dos habitantes das favelas. O que a 40 anosatrás acreditava-se ser um “Mitoda marginalidade”,de acordo com Perlman hoje é de fato Marginalidade.Sub-representados politicamente, marginalizados por suas origens, oshabitantes das favelas enfrentam dilemas entre viver em suascomunidades ou em bairros considerados “legítimos”. Por maisincrível que possa parecer, famílias que viviam em favelas relatamsentirem falta do convívio social que lá experimentaram. Emcontrapartida, Perlman mostra evidências concretas da expansão,principalmente, do poder de compra dos habitantes das favelas,mensurado pelo Consumo. Não apenas, melhorias significativasocorreram em saneamento básico, energia, água e acesso à educação,porém não de qualidade ressaltou a autora.
Tambéminteressantes são as mudanças psicológicas das gerações maisantigas para as atuais (2001) as quais Perlman elucida em seu artigo.Os habitantes das favelas em 1968-69, compostos principalmente demigrantes de outros Estados e do próprio Estado do Rio de Janeiro,não se incomodavam com as disparidades entre eles e os outroshabitantes da cidade do Rio de Janeiro, pois se apegavam a ideia deum futuro melhor e com muitas oportunidades. Em contraste, os atuaishabitantes encaram uma profunda disparidade entre estes e os outroscomo uma marginalização, onde realmente existe preconceito porestes serem “favelados”. O gráfico abaixo ilustra a disparidadeno retorno por anos educacionais de um habitante da favela e um doRio de Janeiro.

Creio que o mais importante a se concluir da apresentação deste artigo é a real necessidade das pessoas em conhecer a realidade de parte de nossa população, e não simplesmente negligenciá-la. Mais impressionante é um artigo de tamanha relevância ser feito por uma autora estrangeira, mostrando o interesse que outras Instituições de Ensino têm por retratar problemas sociais, o que deveria nos encorajar mais a resolver tais questões.
Por Victor Chagas Matos

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1 comentário

  1. >Foi muito interessante aprender sobre a realidade de pessoas que vivem em uma realidade extremamente diferente da nossa, apesar de morarem no mesmo país, e, às vezes, a apenas alguns metros de nós. Ê Brasilzão véi de guerra!

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