>Reunião de Conjuntura 07.01

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  Iniciando as apresentações do PET-Economia em 2011, a Reunião de Conjuntura desta sexta-feira (07/01) trouxe o tema da Privatização dos Aeroportos. Este tema, apesar de não ser novo, ganhou expressão no atual panorama brasileiro com a entrada da presidente brasileira, Dilma Rousseff. 

  Em um pronunciamento no dia 03 de Janeiro, Dilma afirmou que os estudos para a privatização de aeroportos brasileiros já estão bem avançados, e que esta é uma meta de seu governo. Com isso em mente, resolvemos analisar estudos já feitos sobre a privatização. O estudo mais abrangente data de 2008, feito pelos pesquisadores Eduardo P. S. Fiuza e Heleno Martins Pioner.
  
  É interessante notar que os estudos são em sua maior parte teóricos, com poucos dados concretos. Segundo Fiuza e Pioner, o Brasil possui pouco controle de dados, de forma que dificulta a formulação de testes mais conclusivos. Apesar disso, os autores exemplificam experiências internacionais, citando a Argentina, os Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Nova Zelândia  e Austrália.
  Contudo, as experiências não são conclusivas em se apontar as privatizações como garantias de melhoria de eficiência. No entanto, é perceptível que para uma melhora na eficiência, marcos regulatórios são fundamentais previamente à privatização, de modo que se estimule a concorrência.
  Indo mais além, em Out et al (2006), os autores concluem que as  formas de propriedades  mais ineficientes são em sua maioria governamentais e a múltipla propriedade de vários níveis governamentais. E, por fim, Pioner e Fiuze acreditam que se as privatizações forem feitas “às pressas” e sem a devida instituição de um marco regulatório, o sistema aeroportuário brasileiro corre sérios riscos de concentração e ineficiência a longo-prazo.








Por Victor Matos e Lucas Lima
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1 comentário

  1. >Essa reunião foi excelente! Adorei as fotos.Elas ilustram que estamos operando no limiar da capacidade da nossa infraestrutura aeroportuária. O espírito do trabalho de Piuza e Fioner é muito na linha do Banco Mundial, para quem parte da solução da infraestrutura está na melhora da gestão de operações, fazer mais com o que já se tem, e não apenas construir novos.

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