Rules rather than discretion: The inconsistency of optimal plans

A reunião de periódico, especialmente realizada na última quarta-feira, dia 16 de janeiro, discutiu o artigo seminal “Rules rather than discretion: The inconsistency of optimal plans”, escrito por Kydland e Prescott em 1977.

O caráter seminal do artigo supracitado encontra-se no tratamento inovador para a antiga questão a respeito do grau ótimo de ativismo do governo na economia, por meio de suas políticas econômicas. O estado das artes até então sugeria que, devido a falhas de governo e problemas relativos à “ignorância” dos formuladores de política econômica em relação ao tempo e a magnitude para que suas políticas surgissem efeito, seria melhor adotar regras simples ao invés de contar com a ação possivelmente desastrosa do governo.

Essa explicação, no entanto, subestima o potencial dos formuladores de política econômica, tratando-os, em certo ponto, como menos capacitados do que os demais agentes econômicos. Obviamente tal explicação não poderia ser considerada suficientemente satisfatória para a defesa das regras como forma de ação econômica.

Kydland e Prescott, partem de pressupostos diferentes para tratar a questão. Em sua abordagem, os formuladores de política econômica são extremamente capacitados, conhecem perfeitamente as preferências da sociedade e tomam suas decisões utilizando o melhor modelo possível para isso: a teoria do controle ótimo.

Dotados deste poderoso instrumental matemático, os formuladores escolhem a cada momento no tempo a melhor política econômica de modo que se maximize a função objetivo social da sociedade em cada momento no tempo, levando em consideração toda a informação disponível até então e o efeito de sua política atual sobre o futuro da economia.

Interessantemente, o resultado destas políticas econômicas, apesar de consistente, dificilmente será ótimo. Como é possível que tomando as melhores decisões em cada momento no tempo o resultado agregado não seja ótimo?

Responder a esta questão é a grande contribuição do artigo seminal destes 2 co-ganhadores do prêmio Nobel de 2004 em economia. E o mais interessante é que a resposta é extremamente simples: o papel da racionalidade dos agentes!

Não deixem de ler este artigo seminal, sua visão sobre o efeito das expectativas racionais sobre a formulação de políticas econômicas nunca mais será a mesma.

Yuri Lopes

Rules rather than discretion: The inconsistency of optimal plans

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