When and Why Incentives (Don’t) Work to Modify Behavior

Na reunião de segunda-feira, 03/06, foi apresentado o artigo publicado no Journal of Economic Perspectives intitulado “When and Why Incentives (Don’t) Work to Modify Behavior” , e de autoria de Uri Gneezy, Stephan Meier e Pedro Rey-Biel.

O artigo propõe-se a analisar a literatura pré-existente no campo da economia e da psicologia, tendo em vista detectar evidências empíricas de incentivos modificando o comportamento dos agentes. No entanto, este trabalho se insere em um esforço mais amplo e recente da literatura de buscar não apenas evidências sobre a possibilidade de incentivos modificarem o comportamento, mas sim de quando e sob que circunstâncias isso ocorre.

Para avaliar a questão motivadora do artigo, os autores trabalharam os incentivos em três campos distintos de observação: na educação, em atividades pró-sociais e na saúde. Os resultados levam a crer que incentivos devem ser discutidos sob uma abordagem mais ampla, que leve em consideração a sutileza das implicações de suas (más) formulações. A eficácia de um incentivo depende de diversos fatores, desde seu planejamento e projeção, do contexto em que se inserem e do que ocorre após a remoção das motivações extrínsecas.

Um incentivo monetário, por exemplo, além do efeito tradicional dos preços também pode gerar um efeito psicológico a partir da informação transmitida do principal ao agente que, por sua vez, reformula suas motivações intrínsecas na realização da atividade incentivada, podendo até mesmo desviar seu comportamento em direção contrária à esperada a partir do incentivo. Tal fenômeno é conhecido na literatura como efeito crowding-out e é de suma importância que os formuladores de incentivos e políticas públicas conheçam bem as extensões que esse efeito pode ter em um dado incentivo, o que pode comprometer o resultado final do sistema de incentivos previamente planejado.

Dessa forma, é importante ressaltar que o efeito crowding-out não necessariamente deve ser entendido como um resultado negativo, quando ocorre. Ele é definido simplesmente como um desvio no comportamento dos agentes, em relação ao comportamento desejado ou esperado inicialmente, provocado pelo incentivo. No entanto, intencionalmente ou não, o efeito crowding-out pode gerar resultados finais positivos para o próprio objetivo incentivado por incluir mais agentes – que antes não motivados intrinsecamente a participar da atividade – aumentando a freqüência de adesões à atividade em questão, ainda que exista o efeito crowding-out, mas que é compensado por um saldo positivo do crowding-in.

Se, portanto, um incentivo monetário para doação de sangue de alguma forma – ou por desmotivação pela imagem, ou por quebrar as normas sociais de contribuição no trabalho voluntário – reduzir a freqüência de doações de sangue das pessoas que voluntariamente doavam até então, esse mesmo incentivo poderia gerar um efeito crowding-in de pessoas exatamente interessadas no incentivo monetário da doação de sangue, e, independente da motivação intrínseca de cada amostra, talvez mais pessoas fossem incluídas na atividade como doadores e o resultado final seria alcançado.

Apresentadora: Thaís Alvim

When anda Why Incentives (Don’t) Work to Modify Behavior – Thaís Alvim

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