Polos Tecnológicos e Desenvolvimento Regional

Na segunda feira, dia 01/07, foi discutido o artigo “Pólos Tecnológicos e Desenvolvimento Regional”, das autoras Soraia Schultz e Catari Vilela, apresentado no XXXV encontro de economia da ANPEC. O objetivo central do artigo é associar a existência de pólos tecnológicos ao desenvolvimento das regiões onde estão inseridos.

Nesse contexto, as autoras descreveram teoricamente o que é um cluster  (definindo-o como a concentração espacial de firmas que possuem interações entre universidades, agentes governamentais e incubadoras) e as condições favoráveis e necessárias ao seu desenvolvimento; abordaram aspectos históricos deste tipo de organização, na forma industrial, dentro do âmbito regional e analisaram o grau de concentração geográfica da indústria de fabricação de equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (referente à divisão 26, CNAE 2.0). Tal setor fora escolhido por estar atrelado a altos investimentos em tecnologia de ponta e possuir elevada participação no valor adicionado da indústria de transformação.

Com base no que foi abordado, chegou-se a conclusão de que as externalidades geradas pela presença de uma aglomeração produtiva são positivas para região. Considerando o pólo tecnológico um tipo específico de aglomeração produtiva, constatou-se que sua existência deriva da presença de alguns fatores essenciais – com destaque às instituições de ensino, aos centros de pesquisa, às incubadoras de empresas e ao apoio de agentes políticos e econômicos locais. Pelos estudos realizados destacaram-se oito mesorregiões no Brasil onde se compõem clusters no setor eletrônico, encontram-se na região Norte, devido à zona franca de Manaus, além da região Sul e Sudeste. Finalmente, conclui-se que, diante da capacidade de gerar emprego e renda para a região e dado um país com tamanha desigualdade regional, políticas públicas de incentivo à formação de aglomerações produtivas poderiam ser adotadas como uma forma de fomentar o crescimento de certa região.

Ao apresentar o trabalho, a petiana Rebeca Nepomuceno, levantou uma questão pertinente em relação a um aspecto da conclusão do trabalho: “Se os pólos tecnológicos geram maiores externalidades positivas que um cluster comum, cuja produção não possui um nível considerável de valor agregado, o incentivo ao fomento de tais aglomerações, baseado nas vantagens comparativas, seria suficiente para amenizar as desigualdades regionais?” Conclui-se que a pesquisa, em regiões menos desenvolvidas, por características que lhes permitam o fomento de aglomerações do tipo tecnológico, é de suma importância para que sua taxa de crescimento se eleve em relação às demais, amenizando as diferenças regionais do país.

Apresentadora: Rebeca Nepomuceno

Pólos Tecnológicos e Desenvolvimento Regional – Rebeca Nepomuceno

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