19 anos da reforma monetária: Plano ou Real?

Na reunião de conjuntura desta sexta-feira (12/07) foi apresentado e discutido o tema: “19 anos da reforma monetária: Plano ou Real?” O Plano Real completou 19 anos no dia 1º de julho. Portanto, o objetivo era contemplar a origem do Plano e analisar os seus desafios atuais.

A historia do Brasil, principalmente durante o século XX, foi marcada pela inflação. Conseqüentemente, iniciamos a reunião com uma introdução teórica contextualizando os tipos de inflação, as teorias da inflação e a história da inflação no Brasil.

O caso da inflação brasileira se destaca principalmente devido ao impacto, na economia, das políticas internas, dos conflitos políticos internos e das crises financeiras mundiais. Com a criação, depois do golpe militar de 1964, da correção monetária que reajustava os preços pela inflação passada, as taxas de inflação caíram (de 80% a.a. para 20% a.a.). Porém, a correção monetária elevava preços, aluguéis, impostos, mas não os salários. Ou seja, a porção da população mais afetada era a de renda mais baixa.

As décadas de 1960 e 1970 simbolizaram o início do desequilíbrio econômico no Brasil. Naquele período, os índices de inflação chegavam a aproximadamente 40% ao ano. No ano de 1980, a inflação chegou a 100%. Daí para a frente, a inflação continuou aumentando, chegando a superar 2000% por ano no início dos anos 1990. A inflação mudou de natureza com a violência da remarcação dos preços, virando hiperinflação. O maior desafio da “busca da moeda estável” se tornou, então, acabar com a correção monetária.

Durante a apresentação da “linha do tempo” da inflação brasileira, buscamos mostrar curiosidades bastante desconhecidas sobre o tema. Um bom exemplo é o fato que, de acordo com os cálculos do professor Salomão Quadros da FGV, de julho de 1964 a julho de 1994, data do Plano Real, a inflação acumulada, medida pelo IGP-DI, foi de 1.302.442.989.947.180,00%.

Em seguida discutimos os vários planos de estabilização monetária implementados no período em questão (de 1986 a 1994). Antes de entrar nos detalhes do Plano Real, demos ênfase ao Plano Cruzado: a solução oferecida pelo mesmo e os seus objetivos e resultados.

O Plano Real condicionava o “fim da inflação” a um ajuste fiscal. Consideramos o que se havia aprendido com o fracasso dos outros planos. No caso do Brasil, pode-se chegar à conclusão que a política anti-inflacionária, para ser bem-sucedida, deveria atacar em várias frentes. Depois foram apresentadas as principais ações e os elementos fundamentais do Plano Real. Além disso, foram detalhadas as âncoras cambial e monetária e o tripé macroeconômico. Por fim, analisamos “onde os gigantes descansam” ou, em outras palavras, onde se encontram e o que fazem os elaboradores do Plano Real.

Apresentadores: Carolina Vale Rosa e Marwil Dávila

19 anos de reforma monetária: Plano ou Real? – Carolina Vale Rosa e Marwil Dávila

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