12 anos do 11 de setembro: terrorismo em perspectiva

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Na reunião de conjuntura da última sexta-feira, 13 de setembro, os petianos Kauany Souza e Thaís Alvim trouxeram para discussão as implicações econômicas dos atentados terroristas aos Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001, que completaram 12 anos na quarta-feira passada, e também realizaram uma exposição sobre terrorismo e academia.

Sabe-se que a economia norte-americana já se encontrava em recessão no momento em que os atentados ocorreram, e é importante ter isso em mente ao analisarem-se os indicadores econômicos para o período. O crescimento do PIB nos três primeiros trimestres daquele ano registrou, respectivamente, -0,6%, -1,6% e -0,3%, e a recessão foi oficialmente declarada em março. No entanto, no quarto trimestre de 2001, logo após os atentados, o mesmo valor aumentou para 2,7%, e essa recuperação aparentemente imediata deve ser interpretada como resultado muito relacionado às políticas monetária e fiscal já adotadas anteriormente no intuito de reverter a recessão, e não somente dos esforços tomados após os ataques.

Ao contrário do que se esperava, a confiança dos mercados não foi tão abalada se comparada a outros períodos críticos para a economia americana ao longo da história, como as crises do petróleo e a guerra do Golfo, por exemplo, é o que mostra a série histórica dos indicadores econômicos de confiança nos EUA: Conference Board e Michigan Indexes:

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Segundo o relatório Report for Congress – The Economic Effects of 9/11: A Retrospective Assessment, divulgado pelo governo dos EUA no ano seguinte aos atentados, uma importante lição foi a evidência de que, ao menos para o setor de energia, as crises que não alteram os fundamentos da oferta e da demanda não têm efeitos duradores nesses mercados. Isso ficou evidente pelo comportamento dos preços do petróleo naquele momento, uma vez que o aumento dos preços foi breve e seus efeitos não se alastraram pela economia. Assim, a economia estava gerando mais efeitos sobre o preço do petróleo, pelo enfraquecimento de sua demanda, do que o petróleo estaria gerando efeitos sobre a economia.

Por fim, em uma linha do tempo, apresentaram-se os motivadores para os atentados terroristas de 11 de setembro, bem como a questão do petróleo no oriente médio, e alguns desdobramentos dos atentados terroristas na esfera da defesa nacional, desencadeando nos Atos do Congresso americano e na declaração da Guerra ao terror.

Apresentadores: Kauany Souza e Thaís Alvim

12 anos do 11 de setembro: terrorismo em perspectiva – Kauany Souza e Thaís Alvim

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