Peer-to-Peer Lending: Inovando o mercado de crédito

A reunião de conjuntura de sexta-feira, 27 de setembro, versou sobre uma novidade em modalidades de crédito que vêm ganhando cada vez mais espaço internacionalmente: os empréstimos Peer-to-Peer, ou P2P. Surgem em meados dos anos 2000 com o objetivo de permitir a tomada e concessão de pequenos empréstimos via internet, sem que bancos comerciais e demais instituições financeiras sejam necessárias para mediar as operações, que ocorrem diretamente entre os indivíduos. Como os intermediários convencionais são excluídos do processo, as taxas de juros praticadas, bem como o retorno aos credores, são mais benéficas e favoráveis ao investimento, porque reduzem-se os custos operacionais de um banco comercial, que opera visando e precisa criar reservas para financiar o risco de inadimplência.

Nos Estados Unidos, a modalidade encontrou um contexto favorável para ganhar espaço, após a crise do subprime, em que a emissão de crédito irresponsável e bastante facilitada veio a culminar no colapso do sistema financeiro americano quando do estouro da bolha imobiliária, o governo foi cauteloso com aprovações de crédito e isso gera reflexos atualmente. Tomadores de empréstimos que não tenham seus pedidos aprovados nos bancos podem recorrer aos empréstimos P2P, por vezes mais acessível, apesar de o governo americano também impor alguns requisitos para a entrada nesse mercado de crédito, visando garantir o equilíbrio das contas e evitar a inadimplência e calotes. São duas as empresas principais atuantes nos EUA: Prosper e Lending Club, esta última foi apontada pela Forbes como a 12ª empresa mais promissora daquele país, como ilustrado no gráfico abaixo, que demonstra a criação de novos empréstimos nos últimos meses na empresa.

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Uma das vantagens dos empréstimos P2P é possibilitar aos investidores a diversificação da carteira, alocando os recursos em diferentes financiamentos de empréstimos da maneira mais conveniente, de acordo com o risco envolvido e, para tanto, informações sobre o histórico do crédito do mutuário, bem como sua pontuação em relação aos demais, são disponibilizadas para avaliação. A principal desvantagem está relacionada ao alto risco envolvido para os investidores, que não têm nenhum tipo de colateral na operação, já que os empréstimos são não-garantidos e, além disso, apesar da boa rentabilidade do investimento, não são retornos com boa liquidez.

Apresentadoras: Carolina Vale Rosa e Thaís Alvim

Peer-to-Peer Lending: Inovando o mercado de crédito – Carolina Vale Rosa e Thaís Alvim

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