The Use of Knowledge in Society

Em “The Use of Knowledge in Society”, F.A. Hayek nos convida a considerar (e descartar) um mundo em que toda informação é conhecida por apenas uma mente. Nesse mundo, alocar recursos da forma mais eficiente ou racional é estritamente um problema matemático, uma versão mais complicada de um problema de microeconomia. Só que esse não é o problema econômico que a sociedade enfrenta. No mundo real, a informação é dispersa, incompleta e frequentemente contraditória. Como nós podemos usar essa informação dispersa, incompleta e contraditória para fazer o melhor uso dos recursos que temos?

Quando nós realizamos uma decisão de alocação de recursos, seja coletivamente ou individualmente, nós estamos realizando o que Hayek chama de “planejamento”. Isso dá luz a duas questões: Como aqueles que possuem alguns fragmentos de conhecimento podem comunicar isso de forma útil ao planejador? E quem deve realizar esse planejamento – uma pessoa ou várias – e isso deve ser centralizado ou descentralizado? A grande questão acaba sendo sob qual desses arranjos a sociedade irá utilizar de melhor forma o conhecimento total, extremamente disperso, existente.

A maior parte do conhecimento que existe na sociedade não é universal, como v = v0 + at. É, na verdade, um conhecimento particular de circunstâncias de tempo e espaço. Todos os indivíduos sabem de pelo menos alguma coisa que nenhum outro sabe. Para a sociedade fazer o melhor uso de seus recursos, é preciso desenvolver um método de coletar e explorar esse conhecimento essencialmente local e não apenas o conhecimento universal.

Para resolver esse problema, nós precisamos de um certo tipo de descentralização, onde os atores consigam (1) explorar o conhecimento local enquanto (2) fazem uso de uma espécie de resumo do conhecimento particular de circunstâncias de tempo e espaço possuído por outros, que seja relevante para os seus planos e suas decisões. A melhor forma de realizar isso é através do sistema de preços.

Os preços podem agir como coordenadores de ações separadas de diferentes pessoas, quase como da mesma forma que valores subjetivos ajudam indivíduos a coordenarem as partes de seus planos. Se aparece, no mercado, um novo uso para o carvão, ou se uma grande mina de carvão desaparece, o preço do carvão irá aumentar e as pessoas irão ter um custo de oportunidade maior – e consequentemente economizar o bem – sem nem saber porque estão fazendo isso. Os atores separadamente não necessitam saber os motivos pelos quais o carvão se tornou um bem mais escasso para fazer seus planos. Com o sistema de preços, os campos de visão limitados dos indivíduos se alinham o suficiente para que através de infinitos intermediários a informação relevante seja comunicada a todos.

É por isso que devemos enxergar o sistema de preços como um mecanismo para comunicar informação. A coisa mais significante sobre esse sistema é o sistema econômico do conhecimento sob o qual ele opera, onde os participantes só precisam saber o mínimo essencial para tomar a decisão certa.

Apresentado por: Kauany Batista de Souza

The Use of Knowledge in Society – Kauany Souza

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