Não mereço ser estuprada

O tema da última reunião de conjuntura, que ocorreu no dia 04 de abril, foi a polêmica gerada pelo texto de discussão do IPEA que, entre outras coisas, afirmava que 65% dos entrevistados concordavam pelo menos parcialmente que mulheres com roupas curtas mereceriam ser atacadas.

Como de costume nas reuniões de conjuntura, a apresentação foi dividida em duas partes: um marco teórico e uma abordagem mais prática.

O marco teórico começou com características básicas do que se entende por discriminação. Posteriormente, foram apresentados os pontos principais de duas publicações do Banco Mundial (2012). O primeiro texto abordava a ascenção da mulher em contextos de mercado de trabalho, educação e política. O segundo versava sobre uma quantificação do grau de “inserção da mulher” calculado por meio de um índice desenvolvido pela própria instituição. Ainda neste marco teórico, foram apresentadas algumas publicações de importantes jornais na área de Economia tratando de modelos de gênero.

A segunda parte da reunião foi mais polêmica e com mais participação do público presente. Até o momento da reunião, o IPEA ainda não havia elaborado a nota indicando que o texto continha um erro referente ao percentual de indivíduos na amostra que concordam com o título desta reunião. Neste sentido, foram identificados ainda outros erros na pesquisa: metodologia, viés na amostra dado que 66,5% dos entrevistados eram mulheres bem como a forma como as perguntas foram elaboradas.

Apresentado por: Acsa Guimarães e Fernando Moreira Couto de Lima

Não mereço ser estuprada – Acsa Guimarães e Fernando Moreira Couto de Lima

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